Tópico Oficial - Himitsu


1 respostas neste tópico
 #1
[Imagem: Himitsu_(2010-TV_Asahi)-01.jpg]

TV Show: Himitsu
Romaji: Himitsu
Japanese: 秘密
Director: Norihiro Karaki, Nobuyuki Takahashi
Writer: Keigo Higashino (novel)
Network: TV Asahi
Episodes: 9
Release Date: October 15 - December 10, 2010

Sinopse:
Citar:É uma criação do diretor Keigo Higashino, com roteiro de Noriko Yoshida.
É protagonizada por Kuranosuke Sasaki e Mirai Shida. Foi ela quem me fez ter interesse em assistir essa novela. Gostei dela a vendo em 14 Sai no Haha (Mãe de 14 anos). Recentemente ela fez a voz da personagem Arrietty no filme do Ghibli.
Sobre a novela em sí, ela é sobre uma família onde acontece um acidente e a mãe morre e a filha que estava com ela sobrevive. Em seguida, acontecem coisas estranhas e parece que a mãe está vivendo dentro da filha. Seria uma possessão ou só um surto psicológico da garota?
Tá na cara que é um drama, mas a situação incomum é interessante.

Quem quiser assistir, eu costumo pegar essas séries no D-Addicts, uma grande e muito boa comunidade de novelas asiáticas onde as pessoas distribuem raws e legendas. Não sei se tem traduzido em português. Deposite R$500 em minha conta bancária que eu traduzo. Icon_rolleyes
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 #2
Eu confesso, a único motivo de eu criar esse tópico aqui é por escrotidão pura e simples.
Achava que seria bom, interessante, tem a Mirai Shida, acho que é uma atriz que tem futuro, ficou muito bonita agora que é adulta, mas ela deverá ser meu único motivo para continuar assistindo e sinceramente, farei isso torcendo para que essa novela não seja uma mancha para a carreira dela mais do que o primeiro episódio é.


Vou postar minhas impressões do primeiro episódio, e caso alguém tenha coragem, assista e me diga que eu estou muito engando.
Eu quero estar muito enganado.

Replicando o que escrevi em outro fórum:
"È amigos, depois de discutir aqui com vocês uma novela tão inspiradora, pensei "aproveito para reassistir com o pessoal?", mas não, achei melhor assistir logo Himitsu.

Pois bem, esses 46 minutos do primeiro episódio foram uma tortura cruel.
Que contraste! Que contraste!
A produção dessa novela precisa ser apresentada aos conceitos de sutiliza e sensibilidade. Mais ridículo, artificial e aloprado impossível! Pior que a novela se leva a série, na verdade a ideia é muito boa, mas é incrível como fizeram CADA detalhe errado.

Meu estado agora.

[Imagem: evalu.png]

Como eu disse, é um acidente que quase mata mãe e filha.
A filha sobrevive mas a mãe possui o corpo da filha.
Ficam o pai e a esposa no corpo da filha.


No começo, tem aquele clima de vida de comercial de margarina. Família peque e perfeita.
Sò que é muito mal feito, o marido simplesmente FALA isso nas cenas iniciais. A mãe e filha já estão saindo para passar uns dias de folga na casa dos pais, ou sogros.
No ônibus, vemos que o motorista está usando aquelas anfetaminas para ficar cordado, e não dá certo. Ele dorme e sofre acidente. Já começa a ficar bizarro aqui porque antes de despencar com o ônibus ele quase bate DUAS vezes e ninguém no ônibus dá muita bola.

Daí é literalmente ladeira abaixo.
A cena da morte da esposa no hospital é muito forçada.
Tipo, estão na mesma sala mãe e filha, um médico estava explicando a situação para o mardo na sala ao lado. Explicando como se fosse algo banal. A esposa é que está fudida, apesar de que a filha só sofreu uns arranhões mas.. ei, achamos que ela pode entrar em coma. Como?
Então, gritam que a moribunda está acordando, o marido entra e todos saem. Como assim? Eram para supostamente estarem em um CTI e nem coloram uma máscara de oxigênio na mulher? E... deixam o marido sozinho? Como assim? Deixaram eles lá para a mulher morrer mesmo, e nem avisam o futuro viúvo? COMO ASSIM?

A futura defunta só quer saber se conseguiu salvar a filha, e depois de ver o rosto dela e que está bem, morrer. No mesmo momento a filha abre o olho... depois ela fica uns dois dias em estado catatônico.

Nesse meio tempo é engraçado, o marido depois do funeral está em casa, lembrando da mulher, mas tudo que ele tem para lembrar são duas frases que ela disse naquele início e tem que repetir essas duas frases. Tudo bem que se precipitaram no início, mas nem para gravar umas frases a mais? Puta preguiça!


Depois tem uma cena no hospital do viúvo e um amigo médico que trabalha no hospital simplesmente constrangedora.
Já adianto, pelo que a falecida falou no ônibus, ela devia gostar desses amigo médico em comum e casou porque ficou grávida do viúvo.

Depois, o viúvo está com a filha no quarto do hospital durante a noite e ela acorda.
Tipo, "oi amor, estou vivinha aqui no corpo da nossa filha".
Porrãm... puta falta de sensibilidade.
Tá, eles se acertam, ele fica muio abalado, até pesquisa uns livros sobre possessão e no Gooble, mas não duvida, só fica no ar que ela pode voltar a agir como a filha de repente, mas pode levar até anos.

Tem uma cena com a professora de classe da filha indo falar com o viúvo que porra, da vergonha. Que coisa tosca. Claro que vai rolar uma tensão sexual entre os dois, mas, caras, nem dois minutos em cena e dão um jeito de colocar a bunda da mulher, de sai, com o zíper semi-aberto na cara do viúvo e ele arregalando os olhos.
Porrãm.

Depois... morta recebe alta e volta para casa.
Sério, CADÊ A SENSIBILIDADE, SUTILEZA e SENSO DE RIDÍCULO DESSA COISA!
Nem preciso entrar em detalhes, é simplesmente MUITO ruim.

Depois... meo deos, tem um flashback da defunta lembrando que viu o motorista comentando que estava pegando aquele turno sem dormir e se afogando e drogas para ficar acordado. E depois a defunta fala para o marido que "tem que descobrir o que causou o acidente"? Caralho, além de insensível e retardados esses personagens são burros? Coitada da filha com uma mãe dessas indo na escola no lugar dela, vai repetir de ano, e ainda ficar no corredor com olhas de burro.

E ainda tem mais!
Reunião com os afetados pelo acidente para falar de indenização e causas de acidente.
QUE COISA MAIS ABSURDA!
Tudo bem que japoneses são meio insensível e formalistas, mas aquilo lá foi o cúmulo do absurdo, ofensivo até.
E para coroar ainda tem mais choro que o último episódio inteiro de AnoHana.

A as cenas finais seguem com os absurdos.
PUTA QUE PARIU!



Porra, é tão difícil pensar em formas tão óbvias de fazer essa merda de história direito?
Você não precisa nem pensar, tudo que eu pensei a casa segundo que assistir deveria ser extremamente óbvio. Será que fizeram tão diferente assim com a intenção de "surpreender"? É a única explicação.


Tinha que começar com uma introdução mais longa, retratando a vidinha perfeita e feliz da família, e principalmente, mostrar como a filha é tão unida com a mãe.
Acidente, morreu, acabou.
Poderia até manter a cena da mãe morrendo, mas com um pouco menos de ridículo.
Alí, pelo resto ficar subentendido que a mãe morreu mesmo e a alma foi para o corpo da filha, mas isso porque a filha ali moribunda também não pode aceitar a morte da mãe e desesperada paralisada teve uma experiência extracorporal e "segurou a alma da mãe". Bastaria a garota levantar uma mão, mais nada.

Minha interpretação do caso seria assim.
Ficaria a dúvida se é realmente uma possessão ou um distúrbio de personalidade.
Nos dois casos seria culpa da filha.
Se fosse uma possessão, a filha está segurando a alma da mãe no corpo dela por simplesmente não aceitar a morte dela e amar demais o pai. Aí, poderia ter momentos onde a alma da filha aparecia e a alma da mãe tentando entender porque é que estava presa no corpo da filha (uma preocupação que a história não tem real, coisa absurda). Ela tentaria se comportar como a filha para fazer ela voltar e não prejudicar a garota, até gerando um conflito com o marido a quem é a única pessoa que deixa a mostra quem ela é, sabem, ela é esposa, não filha. Fica uma situação estranha, ela tendo atração sexual pelo esposo no corpo da filha. Complicado.

Essa forma já seria interessante, mas poderia ser substituída por essa outra, ou, quem sabe misturada, o que seria mais difícil de fazer.
O caso seria totalmente psicológico.
A filha realmente acredita que se tornou a mãe, mas não é, a mãe morreu mesmo e só tem ela aí. Aí que aquela introdução melhorada, junto com flashbacks faria diferença, já que a filha seria MUITO unida a mãe, conhecesse tudo sobre ela, seus trejeitos, costumes, e histórias dos pais, bem como realmente "amar" o pai.
No início, o pai se iludiria que poderia mesmo ter a esposa ali, não aceitando ainda a perda dela e se forçando a acreditar pela sorte de ter as duas vivas sobrevivendo ao acidente que matou tantos. Mas com o tempo, ele perceberia detalhes diferentes denunciando a filha, que no início ele se enganaria também fazendo de conta que é a alma da filha dando sinais de estar bem ali, mas com o tempo veria que era fingimento da filha. Ela não faz por mal, mas teria que ir fazendo a filha acordar, parar de se enganar e voltar a si. O que seria difícil para os dois, já que sendo tão unidos isso complicaria a situação dos dois, ambos estravassando um sentimento que estava oculto, incestuoso, lutando contra essa vontade sexual. Em condições normais, isso ficaria reprimido e morreria com o tempo, mas naquela situação excepcional, esse sentimento teria uma oportunidade para se manifestar, a oportunidade de fazer algo proibido.
Mas então, o pai perceberia que ele não tinha nem a esposa nem a filha, não era a mesma coisa, ele não tem mais a esposa mas ainda tem a filha e tem a responsabilidade de ajudar ela. A filha iria resistir, mas uma hora, teria que deixar a mãe morrer.

Personagens secundários são só para explorar essa situação melhor.

Bastava seguir esse roteiro e simplesmente montar as cenas com um pouco de sensibilidade e sutileza, sem aquela maldita narração do viúvo jogando o óbvio na nossa cara, narrando o que está sendo mostrado.


Viram como não é difícil fazer um conceito e roteiro aceitáveis?
Me chupem.
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