[+1 tópico meu] Fica ai meu desabafo a cerca da minha vida profissional


Tópico em 'Vale tudo' criado por 早乙女ルイ em 14/02/2016, 04:45.
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16 respostas neste tópico
 #1
Quando eu estava no Brasil eu trabalhava, meu trabalho tinha horario comum, 8:30 as 5 da tarde, horario pro almoço. Podia tomar coca no trampo, café, etc.
Tinha minha mesa, se precisasse fazer algo eu saia pra fazer. Mas eu era juvenil dificilmente tinha algo de util pra fazer lá fora, e só saia quando acabava com meu trampo.

Enfim, depois eu ia pra escola anoite, passava na academia ou nas aulas de wushu nesse meio tempo, enfim. Era uma vida "normal".
Porém, por meu trabalho era ter contato direto com clientes, não era incomum clientes me ligarem pra eu por alguma urgencia, na minha hora de folga, até quando eu tava na escola, ou em domingos, sabados anoite.
já chegou ao ponto de irem me buscar lá na escola. Me senti um SuperStar porque a empresa era de segurança e foram lá, um monte de "armarios" em uma Blaser preta, todo mundo que viu eu saindo da escola com aquele povo achou que eu ia ser assassinado  Icon_lol

mesmo que o horario de "parar de trabalhar" era fixo, sempre se extendia pro resto do dia. Isso que eu não levava em consideração meus "trabalhos extras", porque, assim como a maioria aqui, gostava/gosto de dinheiro.

E como um cometa, certas coisas mudaram drasticamente minha maneira de pensar a respeito de demandar tempo de vida pro trabalho.

E hoje em dia trabalho no Japão, "trabalho de peão", muitos questionam minha decisão de permanecer nesse tipo de trabalho, resumindo os argumentos -> "não explora o seu potencial" "vai ser eterno peão". Já foram oferecidos diversos outros tipos de trabalhos pra mim aqui [até dar aula de futebol no ensino fundamental, por ser brasileiro... vi como um preconceito, mas levei na esportiva...] . Até tradutor, mas sempre vi e pensei "Não sei nem pra mim" e "deve ser uma apurrinhação isso fora do trabalho".

Potencial esse que não sei de onde tiram, não sou de ficar filosofando a respeito de nada com ninguém pessoalmente. As vezes faço comentarios que alguns ficam "oO' porque não pensei nisso antes?", mas é muito dificil, hoje em dia evito ficar falando seriedades, . ou coisa de gente que gosta de ler, como certa vez eu tava falando do o porque eu prefiro ler livro do que ler manga/HQ e o porque de gostar de música sinfonica. Mas não acho que isso me faça parecer inteligente nem nada, apenas de alguém que gosta de ler e escutar música. Não precisa ser um ser altamente pensante pra gostar de tais coisas.

Sempre digo "não sou pago pra pensar", e se eu penso pra alguém, eu apenas fazendo um "service", coisa que é dificil eu fazer, alias, até penso, mas não fico colocando minhas idéias pra fora. Porque eu sempre adotei a postura "eu só sei que nada sei" (tenho até uma tatoo com essa frase), e isso evita diversos problemas.

Mesmo várias pessoas me acham inteligente, mais uma vez, eu dúvido que eu seja, posso pensar mais que parte da população, mas não acho que seja o suficiente pra chegar a ser considerado inteligente, até porque minhas atitudes não são de alguém que queira demonstrar inteligencia.
Como já comentei aqui, direto eu fico cheirando acetona no trabalho pra ficar acordado, ou fico dando borrachada nos outros, ou cantando musica do Youkai Watch, Trivium, Soad, Engenheiros, Caetano... sozinho.
Recentemente resolvi ver se eu chegava ao coma alcoolico... Sinceramente, não sei de onde esse tipo de decisão parte de alguém inteligente.

o que mais me incomoda de diversas vezes alguém esperar alguma idéia, ou solução, ou comentario inteligente partindo da minha pessoa é que. Muitas vezes essas mesmas pessoas não o escutam... Porra! se me paparicou dizendo que sou um ser mais pensante que a maioria no recinto,
porque ainda sim ignorou meu comentario?
Claro que não cabe a mim diversas decisões, mas ai eu pergunto, do que adianta você saber que alguém tem mais chances de dar uma idéia que funcione melhor que a sua, e mesmo assim não escuta-la? 
não digo que alguém mais inteligente que outro vá sempre ter as melhores idéias, mas idéias de alguém que eu julgue inteligente, eu sempre levo em consideração, diversas vezes fui pela idéia de outro em determinadas encruzilhadas por saber que esse outro/outra, além de ser um ser pensante, vem a ter mais "kilometragem a respeito do assunto determinado".


E alguns não concordam quando eu digo: "Tocou o sinal pra eu ir embora, se foda tudo... vou embora e só volto a pensar em trabalho, e olhe lá, quando toca o sinal pra eu começar a trabalhar no outro dia", "deu merda? o dinheiro não é meu, logo, o problema real também não é meu".
Claro que se o problema for algo que eu possa resolver, eu resolvo, mas sem aquele "peso nas costas".
Não há ligação de trabalho fora de hora. Alias, já teve diversas vezes, infelizmente o povo aqui parece me ver como alguém que "tem potencial pra crescer", recentemente teve um me ligando a respeito de trabalho, não atendi e só fui ver no outro dia, diziam que não entenderam minha letra no relatório. Falei que a decisão que eu tinha tomado que tava marcado lá, qualquer outro no meu lugar tomaria, o que não foi nenhuma mentira, porque o japa que tava no mesmo barco que eu pensou quase o mesmo que eu, mesmo não tendo entendido o que eu escrevi.

Todo mês, religiosamente meu salário cai na minha conta, sem nenhum "porém...". Não sei exatamente que hora que cai, mas já cheguei a ver o dinheiro na conta antes mesmo do banco abrir (pagamento é tudo automatizado), roga a lenda que de madrugada da pra tirar o dinheiro,
nunca tentei, até porque tirar dinheiro do próprio salário de madrugada é algo pra alguém passando dificuldades, e é sempre bom tirar dinheiro em horario comercial, porque as taxas são nulas / senão mais baratas. E graças as minhas planilhas (minha progenitora diz que é graças a Deus), nunca cheguei perto de passar tal sufoco ao ponto de não poder esperar algumas horas pra pegar o salário (normalmente só transfiro parte do salário pra outra conta, de investimento, porque tempo é dinheiro, no dia de pagamento, dificilmente retiro pra passar o mês, faço no primeiro dia do mês que é mais facil de contabilizar).

Até mesmo investimento na bolsa de valores,
quando iniciei tal empreitada, ficava todo dia, religiosamente lendo noticias, vendo graficos, etc.
Até que percebi que, se eu reduzir minha atenção nesse tipo de coisa e mudar um pouco meus investimentos, não tenho necessidade de ficar em cima o tempo todo. E no fim ando lucrando um pouco mais em longo prazo do que na época que eu era mais "louco",

não é a loucura de um FX da vida, então só olho coisas da bolsa de valores 1 vez por semana. Máximo que faço é ler noticias sobre economia todo dia, coisa que sempre o fiz, afinal, vivo em um mundo capitalista e se eu estou no inferno, acho melhor abraçar o capeta.

Hoje em dia reduzi mais ainda meu "perfil de ficar em cima", ando investindo bem mais em ativos tipo REIT ou semelhantes. Porque sei que caindo o valor da ação ou não, o dinheiro vai acabar entrando de qualquer forma, pouco, mais é seguro.
E deixo uma pequena porcentagem pra loucuras do médio~alto risco.


Enfim, não acho errado quem pensa "se eu posso crescer profissionalmente, mesmo que a custo disso seja demandar mais tempo da minha vida pra tal coisa", por que não? se você acha isso correto, vai fundo, mas não esqueça que há outras pessoas que pensam diferente e também
não estão totalmente erradas.
Mas pra mim, acho que eu só voltaria a essa empreitada de "crescer profissionalmente" se o comercio / escritório fosse meu. Você pode estudar anos pra virar médico, mas se for trabalhar em um hospital que não é seu. Vai continuar sendo um peão assalariado assim como eu,
e o pior, pode vir a acabar trabalhando mais que eu. Claro que nessa com certeza a renda vai ser maior que a minha.
Mas até que ponto o dinheiro é importante? Pra mim, na minha experiencia de vida (apenas 27 aninhos de pure adventures), pensar só nele não leva a quase nada.
Quando eu morrer não vou levar o dinheiro pro inferno comigo, muito menos pro céu, se é que esse tipo de coisa exista. Senão existir piorou. Porque mesmo se eu levar o dinheiro fisico pra cremação, vai mudar em nada pra aquele monte de moleculas de carbonos tostadas.

Há quem diga que eu penso assim "dinheiro e vida profissional não é tudo", que erroneamente eu nunca passei dificuldades. Minha familia é humilde, em grande parte por causa do Collor, mas pelo menos desde que "me entendo como gente", minha familia foi humilde.
Não vou dizer as aventuras de minha familia aqui. Mas garanto que foi na "marreta da dificuldade que forjou eu e meus irmãos a lutarem pra pelo menos ter uma vida digna".
Claro que se eu tivesse no nivel de "ou trabalha 15 horas por dia ou vai viver de arroz e ovo", eu com certeza cairia de cabeça nessa epopéia moderna atrás de dinheiro, nem tanto pra mim, mas há pessoas que dependem de mim, infelizmente (depender de alguém suicida como eu é uma "certeza incerta"). Mas se eu chegasse a esse nivel, com certeza chutaria o pau da barraca e tentaria mudar completamente de vida, denovo, porque, como já dizia o Vaas, fazer as mesmas coisas, denovo... e denovo... esperando mudança... Isso sim é insanidade.

Esse texto acima pode até ser ironico, vindo de alguém que saiu de um pais subdesenvolvido sem planos pra voltar, e foi pra um desenvolvido. Porque pode parecer que sai do Brasil atrás de dinheiro, como boa parte o faz. Mas não vou entrar nos detalhes de o porque eu queria sair do Brasil,
mas cheguei ao Japão porque, era mais facil pra mim. Hoje em dia eu penso em voltar a morar em algum pais subdesenvolvido novamente (Not Brazil), até em alguns consulados eu cheguei a ir.
E pode parecer ainda mais ironico por eu não ter mudado ainda, por não saber que não terei uma fonte de renda fixa garantida, ainda. Estou providenciando isso. não quer dizer que eu não de o sangue pelo trabalho que eu não goste de dinheiro. Apenas que pondero a respeito do mesmo.
Enfim, se meu salário é o suficiente pra viver decentemente, e "fazer agrados fora do horario que esta marcado no meu contrato", não vai me trazer nenhum money que vale a pena, prefiro continuar vivendo a vida peão. Pode parecer um pensamento pequeno.
Mas em um mundo de 7 bilhões de pessoas, muitos devem achar o pensamento de quem só pensa em dinheiro, pequeno.
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 #2
Tu foi pro Japão por causa das otakices?
Pq acho que eu iria Icon_lol
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 #3
(14/02/2016, 04:45)早乙女ルイ Escreveu: Enfim, se meu salário é o suficiente pra viver decentemente, e "fazer agrados fora do horario que esta marcado no meu contrato", não vai me trazer nenhum money que vale a pena, prefiro continuar vivendo a vida peão. Pode parecer um pensamento pequeno.
Mas em um mundo de 7 bilhões de pessoas, muitos devem achar o pensamento de quem só pensa em dinheiro, pequeno.

Em suma, até concordo contigo. No meu, caso infelizmente vida de peão não tá mais sendo rentável como era antes, então terei que apelar pra algum concurso federal esse ano.


Isso até me lembrou de uma cena de Beleza Americana, em que o velho vai procurar emprego num fast food e quer o cargo de caixa: "eu prefiro uma função com a menor responsabilidade possível".  Icon_lol
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 #4
A vida é feita de tempo, não de dinheiro.
Concordo com seu modo de pensar. Se eu atingir um salário que resolve minha vida e não demande 100% do meu tempo, estarei satisfeito e não farei questão de 'crescer'. Não por dinheiro, pelo menos.
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 #5
Eu tomei um susto com o título incompleto no "últimas respostas"  Icon_lol

Enfim...

Acho que isso de "sonho profissional" só se consegue sendo muito bom/popular em área muito concorrida (apresentador de tv, jogador de futebol, cantor sertanejo, youtuber, desenhista de mangá da shounen jump etc) ou sabendo liderar e gerir, delegar serviço e decisões(ou aprendendo). Tem sabendo enganar todo mundo também, mas aí vai precisar um pouco dos outros dois também.

E não é difícil você parecer inteligente, se você se comparar com a média, que nunca é grande coisa.

E não se preocupe em não ler notícia, nem só de economia mas qualquer uma.
Se precisar mesmo se informar, faça isso conversando no trabalho, porteiro, etc.

Já faz a social e se informa do que importa ao mesmo tempo, e economiza.
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 #6
Sim, eu vi este tópico, dei uma lida acerca a ele e vou comentar sobre o que estou passando atualmente com esta questão.

Lembro que na época de escola, era conhecido como "o guri mais inteligente das matérias de Física e Química, mas eu não achava isso nada demais. Adorava fazer minhas "otakices" (faço até hoje), ir pros arcades e encontros de fim de semana em shopping com otakus daqui da cidade e etc, sempre fazia questão de ter um tempo pra me divertir... mas a maioria das pessoas que me conhecia achava que deveria estudar mais pra fazer Medicina, Direito, essas coisas que vocês conhecem aí que dão dinheiro mais fácil.


Confessando aqui também que eu não pegava trabalhos extras quando estava na escola pelo motivo acima; sempre vivia apertado, só saia as vezes com o dinheiro do transporte (sim, eu não lanchava, e as vezes gastava o dinheiro do transporte pra voltare acabava que voltava para casa andando, "traseirando" ou "pulando a borboleta". E as coisas que eu tinha era de baixa qualidade, mas conseguia fazer tudo o que gostava, dentro do que eu tinha. Lembro que fiz meu primeiro vestibular na Federal pra Engenharia Elétrica e neste perdi na 2a fase, nunca tinha tentado ir para uma universidade particular na vida porque não concebia de jeito nenhum idéia que pagar mensalidade pra estudar em universidade. E lógico, eu já cheguei a pensar em nem cursar universidade e só trampar em cargos baixos e tocando a vida.

Mas depois de trabalhar com diversos empregos como atendente de mercado, funcionário de loja de conveniência, chapeiro de barraquinha de trailer e atendente de telemarketing, constatei que pra sustentar meus hobbies e poder viver "na paz", precisaria mesmo ir a uma Universidade e correr atrás de um trampo mais "tranquilo... nessa mesma época havia passado no curso de Lic. em Física pela Federal, só que não levava muito o curso a sério devido ao trabalho, onde muitas vezes trabalhava de domingo a domingo. Já fiquei em desânimo total da vida, onde já cheguei a gastar 1/4 do salário somente em cigarros e bebida. Mas nada que me tornasse um dependente químico.

Então, perdido o emprego na época e com a faculdade andando mal a pior, caí num quadro de depressão onde mal saia de casa, não queria falar com ninguém e pra piorar, meu nível de interação social decaiu alarmamente... até que olhando pra trás tudo o que tinha feito (havia achado que extrapolei na vagabundagem), caí nas broncas familiares onde nestas quase cheguei a sair de casa sem destino, e jurei a eles que iria encontrar uma solução e algum dia sair de casa. Com essa necessidade, tive que sair dessa deprê e arregaçãr as mangas, e então levar a faculdade a sério. Foi nessa fase da vida onde aprendi a dar valor ao estudo pra conseguir algo melhor, sendo estudos autodidatas ou não; não sei se foi a resposta mais correta que pensei, mas o importante é que ela me tirou do barco de depressão, comecei a focar muito nos estudos, de 2 matérias que pegava na faculdade passei a pegar 5 em um semestre, e com isso rendendo, comecei a dar aula particular de casa em casa, onde na época eu lembro que cobrava a hora baratinho, apareceu oportunidades de trabalhar em monitoria de colégio e cursinho particular onde ganhava pouco também, mas me sustentava, pegava escolas do estado pra ensinar, mais umas horas de escola particular pra complementar a renda. Sentia que as coisas estavam melhorando, mas estava meio que perdendo o controle do tempo pra tomar conta de tanta ocupação, fazendo deixar meus hobbies de lado. Então deixei alguns empregos, mantive outros e nessa época comecei a estudar inglês e japonês mais seriamente porque não sei se é necessário para vocês, mas cada pessoa deveria aprender uma língua que não seja a língua-mater para poder abrir a maior quantidade de portas possível.

Estava no semestre de me formar e ao mesmo tempo me inscrevi no concurso público para professor da rede estadual, onde acabei me tocando que tiunha me inscrito numa das vagas mais difíceis da minha área (só tinha 1 vaga). Mas no fim acabei passando com uma nota meeira e então entrei no primeiro emprego estabilizado, e também me formado no curso ao mesmo tempo, mas teria que esperar a homologação.

Enquanto a homologação não saia, fazia aqueles trabalhinhos mesmo e ao mesmo tempo estava pegando mais matérias como aluno de Bacharelado (posso retornar ao curso automaticamente pra fazer o Bacharelado), só que com outro objetivo que havia pensado antes de me formar: fazer Geofísica pela mesma universidade. Então, já com uma mente madura e experiente por estudar muito Matemática e Física na época, fiz o vestibular de novo para Geofísica e consegui aprovação por pouco (mas com os estudos de véspera que deram resultado).

Então, no curso de Geofísica, resolvi então dar um pé no cursinho onde trabalhava e deixar algumas aulas particulares por um tempo para poder estudar alguns tópicos que eu era fraco, como Geologia. Foi aí que me toquei que gostava bastante do curso e ao mesmo tempo queria me formar logo. mas seria difícil porque ao mesmo tempo a homologação do curso saiu (ainda bem) e ia ter que dar conta da faculdade e do trampo ao mesmo tempo por agora. Mas por ironia do destino, consegui passar o trampo para o noturno.

Então, fazendo os estudos da facul, mais os estudos das línguas, mantendo-me no trabalho e também meus hobbies, tinha conseguido alcançar um patamar ideal na vida, onde não recebia muito, mas também a vontade de me deprimir não vinha de jeito nenhum, porque conseguia ter tempo para mim e tempo para eu ser feliz; embora meu trampo não pague muito e não reconheça meus esforços, ao mesmo tempo foi ele que me permitiu ter meu horário de diversão e também pra realizar minhas pesquisas na área de Geociências e assim me formar no curso de Geofísica. Mantenho-me estudando não só as áreas de geociências, japonês e inglês, mas também economia e geopolítica, pois é relevante até para você poder orientar-se em qual setor de mercado você irá seguir futuramente.


Desculpem o desabafo que acabei seguindo com o colega dono do tópico, mas em resumo seria: antes de dar um tempo no que você quer fazer da vida, não esqueça de dar um tempo pra você; se você não se autovalorizar, seja em mente ou alma, ninguém vai te valorizar também.

Fechando meu desabafo.
Responder
 #7
(14/02/2016, 09:47)CooLxdd Escreveu: Tu foi pro Japão por causa das otakices?
Pq acho que eu iria Icon_lol

Vim porque meu visto pra ca saia mais rápido,
participo do forum porque na época que ele foi criado,
foi +- na época que o Yasumi no Cast tava sendo criado,  Icon_lol

(14/02/2016, 10:00)Metroid Escreveu: Em suma, até concordo contigo. No meu, caso infelizmente vida de peão não tá mais sendo rentável como era antes, então terei que apelar pra algum concurso federal esse ano.


Isso até me lembrou de uma cena de Beleza Americana, em que o velho vai procurar emprego num fast food e quer o cargo de caixa: "eu prefiro uma função com a menor responsabilidade possível".  Icon_lol

Então,
ai você vai passar e ai "cair de cabeça na profissão"?

se eu fosse funcionario publico,
provavelmente faria o mesmo que faço hoje, 
enquanto tiver no horario que tá no contrato, trabalharia na boa,
depois?? Se foda tudo.
Icon_lol 




Pior que mesmo assim acabo "indo parar em algum cargo de um pouco mais responsabilidade",
nesse emprego eu to em um que toma decisões. Sempre comento que não sou pago pra pensar, então não penso muito.
no anterior foi quase na mesma.
no anterior até que não porque não deu tempo, briguei com o gerente geral e fui demitido,
no anterior a esse também não deu tempo :lol

mas no anterior também tinha um cargo semelhante ao atual.
Responder
 #8
Eu fico um pouco mais depois do horário só nesse período de matrículas, mas só porque boa parte ali não sabe fazer 100% do serviço e se atrasar mais do que já está, vai sobrar pra mim depois com as filas e documentos perdidos, documentos impressos errados e etc.

Fora que no resto do ano eu fico boa parte do tempo só acessando o fórum mesmo, então meio que dá uma compensada.

O bom é que eu posso ficar fazendo esse serviço que ninguém quer aprender(fechar as turmas, por exemplo) enquanto o resto atende na janela, que é a pior coisa que tem.
Responder
 #9
Meu desabafo mesmo é que,

direto escuto mimimi "voce no Brasil seria alguém na vida", ou coisa nessa linha.
ou "porque não tenta entrar em alguma empresa de telefonia por aqui?", e sempre acham esquisito eu comentar que não gosto de "lidar com seres humanos".


Sério, o que é "ser alguém na vida?".
em uma visão geral do que "ser alguém na vida", que eu vejo é ser alguém com dinheiro o suficiente pra poder comprar "aquele carrão", "aquela casa de 2 andares com piscina".
Ou ter uma profissão que as pessoas olhem e pensem "Esse deve ganhar muito!".

E se eu não me importar com carros? até porque sou péssimo motorista,
e não gostar de espaços abertos, logo, sempre optei por locais "mais apertados".
E muito menos queira chamar a atenção a respeito do dinheiro que eu venha a ter. Nem com "meu salário" eu fico
pagando de quem ganha bem.
Claro que se um dia eu casar, provavelmente algum desses itens eu terei que mudar meus targets. Mas se eu casar, com certeza não será com uma menina "workholic", no máximo será tipo a hikikomori lá, majime porque foi criada assim.

Ai dizem, "mas mulher gosta de dinheiro!", não discordo que um pouquinho de dinheiro é necessário pra ficar apresentavel, ai vai do nivel do DNA que cada um nasceu, mas se vais atrás de uma mina que queira dinheiro ao invés de você, com toda certeza eu pagaria prostitutas. E valor de prostituta segue a média salarial local.



Ai entra o cenário "HUEkasegi", não é incomum ver brasileiro que se acha a última bolacha do pacote porque 'não é peão de fabrica",
certa vez um atendente de um comércio lá na frente do consulado brasileiro de Nagoya veio com aquele ar superior que eu costumo mandar tomar no cu, quando respondi a pergunta "onde você trabalha?", falei "em uma fabrica lá em Okayama".
Ele fez comentarios depreciativos de onde eu moro, nunca veio pra cá, mas "por ser depois de Osaka, é mato" [nesse ponto já tive certeza que estava de frente pra um energumino maria-vai-com-as-outras]. Concordo que aqui tem mais area florestal que lá em Aichi. Mas o pensamento do cara é tão pequeno... mas tão pequeno que ele não se tocou que eu moro aqui porque eu quero morar e fugir de gente que nem ele? 
Achar um emprego lá é muito mais facil que achar um aqui, principalmente pra quem sabe menos japonês que eu.

e mesmo sobre o trabalho ele tentou crescer, "ah eu trabalho aqui sentado no ar condicionado".
Eu também tenho cadeira pra sentar no meu (3 cadeiras com 3 PC's, diga-se de passagem), e também trabalho no ar-condicionado.

Contei a história acima porque é bem comum de se ver em aglomerados de brasileiros, que muitos insistem em chamar de "comunidade brasileira".

Sério, nada contra quem quer fugir de trabalho "de peão de fabrica", mas não consigo chegar a mesma conclusão que a pessoa tem a respeito do "eu". Muito menos se orgulhar de ter trocado "lidar com maquinas" com "servir cafezinho pra cliente".

Não digo que viverei "dentro de fabrica" o resto da vida, até porque pelos meus planos vou me aposentar em 1 dezena de anos,
antes dos 40, e se continuar trabalhando depois disso, é pra passar tempo.
Mas eu poderia aceitar um trabalho em escritório, se o mesmo não tivesse cara de que "mesmo depois das 5... mesmo eu em casa, ele não me siga".
Responder
 #10
(14/02/2016, 22:36)早乙女ルイ Escreveu: Meu desabafo mesmo é que,

direto escuto mimimi "voce no Brasil seria alguém na vida", ou coisa nessa linha.
ou "porque não tenta entrar em alguma empresa de telefonia por aqui?", e sempre acham esquisito eu comentar que não gosto de "lidar com seres humanos".


Sério, o que é "ser alguém na vida?".
em uma visão geral do que "ser alguém na vida", que eu vejo é ser alguém com dinheiro o suficiente pra poder comprar "aquele carrão", "aquela casa de 2 andares com piscina".
Ou ter uma profissão que as pessoas olhem e pensem "Esse deve ganhar muito!".

E se eu não me importar com carros? até porque sou péssimo motorista,
e não gostar de espaços abertos, logo, sempre optei por locais "mais apertados".
E muito menos queira chamar a atenção a respeito do dinheiro que eu venha a ter. Nem com "meu salário" eu fico
pagando de quem ganha bem.
Claro que se um dia eu casar, provavelmente algum desses itens eu terei que mudar meus targets. Mas se eu casar, com certeza não será com uma menina "workholic", no máximo será tipo a hikikomori lá, majime porque foi criada assim.

Ai dizem, "mas mulher gosta de dinheiro!", não discordo que um pouquinho de dinheiro é necessário pra ficar apresentavel, ai vai do nivel do DNA que cada um nasceu, mas se vais atrás de uma mina que queira dinheiro ao invés de você, com toda certeza eu pagaria prostitutas. E valor de prostituta segue a média salarial local.



Ai entra o cenário "HUEkasegi", não é incomum ver brasileiro que se acha a última bolacha do pacote porque 'não é peão de fabrica",
certa vez um atendente de um comércio lá na frente do consulado brasileiro de Nagoya veio com aquele ar superior que eu costumo mandar tomar no cu, quando respondi a pergunta "onde você trabalha?", falei "em uma fabrica lá em Okayama".
Ele fez comentarios depreciativos de onde eu moro, nunca veio pra cá, mas "por ser depois de Osaka, é mato" [nesse ponto já tive certeza que estava de frente pra um energumino maria-vai-com-as-outras]. Concordo que aqui tem mais area florestal que lá em Aichi. Mas o pensamento do cara é tão pequeno... mas tão pequeno que ele não se tocou que eu moro aqui porque eu quero morar e fugir de gente que nem ele? 
Achar um emprego lá é muito mais facil que achar um aqui, principalmente pra quem sabe menos japonês que eu.

e mesmo sobre o trabalho ele tentou crescer, "ah eu trabalho aqui sentado no ar condicionado".
Eu também tenho cadeira pra sentar no meu (3 cadeiras com 3 PC's, diga-se de passagem), e também trabalho no ar-condicionado.

Contei a história acima porque é bem comum de se ver em aglomerados de brasileiros, que muitos insistem em chamar de "comunidade brasileira".

Sério, nada contra quem quer fugir de trabalho "de peão de fabrica", mas não consigo chegar a mesma conclusão que a pessoa tem a respeito do "eu". Muito menos se orgulhar de ter trocado "lidar com maquinas" com "servir cafezinho pra cliente".

Não digo que viverei "dentro de fabrica" o resto da vida, até porque pelos meus planos vou me aposentar em 1 dezena de anos,
antes dos 40, e se continuar trabalhando depois disso, é pra passar tempo.
Mas eu poderia aceitar um trabalho em escritório, se o mesmo não tivesse cara de que "mesmo depois das 5... mesmo eu em casa, ele não me siga".

Você não precisa pensar em ter dinheiro só para conseguir bens materiais.

Até porque casa grande e carro gera mais despesa também.

Mas você pode comprar experiências também, como viajar por aí ou publicar um livro, sei lá qualquer coisa.

Eu acho uma bobagem isso de querer ficar querendo subir de cargo, fazer concurso melhor, comprar um imóvel e deixar ele lá mofando, desvalorizando lá enquanto vive de senhor barriga. Até porque cobrar aluguel deve ser um saco, eu mal fico cobrando empréstimo.
Responder
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