Neon Genesis Evangelion - O terceiro impacto - no mundo real


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 #1
[Imagem: evangelion_team-thumb.jpg]

Neon Genesis Evangelion

Hideaki Anno, Yoshiyuki Sadamoto e Gainax, esses são os nomes. Na frente deles vem Neon Genesis Evangelion, um título que foi mais eficiente que Nostradamus e os Maias juntos.

O estado das animações (principalmente) e mangas japoneses de um tempo pra cá vem me incomodando e me fez tomar a iniciativa de criar minha primeira review e tratar sobre justamente um dos animes mais impactantes da história: Neon Genesis Evangelion. Talvez seja muita pretensão da parte do que vos escreve começar com ele, mas, sinceramente, não me vem outra obra à cabeça para esse tipo de contexto.

A análise de N.G.Evangelion não pode ser feita de maneira única, não basta apenas buscar o que está dentro da série, nem o que está só fora, todas as partes se integram para formar o complexo que muitos tentam desvendar até hoje e mesmo muitos que acham que descobriram a verdade absoluta dentro da série quebram a cara. Como sempre me falaram, decompor um vetor é mais fácil do que resolvê-lo de uma vez, então quebrarei a esfera EVA, tentarei derivar e no fim integrar tudo.

As três portas para a gênese.

O foco dado será na série animada Neon Genesis Evangelion de outubro de 1995 à março de 1996 e blablabla (pularei a parte biográfica, todos já conhecem) e o filme N.G.E.: The End Of Evangelion de 1997. A divisão é entre o enredo, a interpretação interna e a interpretação externa.

Que se abram as portas do evangelho
[Imagem: moises.jpg]
COME AT ME, BRO!

Enredo

Aqui mora a primeira armadilha de Evangelion, A TRAMA. É um tanto quanto óbvio que EVA é cheio de sentido(s), trás inúmeras referências às mais diversas correntes filosóficas (incluindo religiões), monta todo um contexto bem bolado e arruma uma desculpa para introduzir o que realmente importa na série.

Podemos citar entre inúmeras coisas, as referências óbvias a passagens bíblicas como Adão e Eva, anjos, cruzes; estruturas que praticamente nasceram com o cristianismo e os representam da forma mais abrangente possível: o criacionismo, dogmas divinos e Jesus. A "Arvore da Vida" provinda da Kabbala, existente também com outros nomes e significados semelhantes na cultura nórdica, por exemplo.

Outra parte tão, ou mais, relevante são os elementos científicos e de ficção. São praticamente a base do mundo em EVA, não só um mundo pós-apocalíptico e frágil que determina (Damm, não queria usar Durkheim agora [Imagem: icon_nvm-1.gif] ) seres humanos mais frágeis ainda, mas sim um mundo que não só usa como depende fundamentalmente da tecnologia para se manter. Parece um detalhe bobo, mas com exceção do pinguim Pen Pen, nenhum outro animal é mostrado (sério, não vi nenhum mesmo), denota-se que o impacto ambiental de um desastre de proporções como o que ocorreu trariam a extinção de incontáveis espécies. Ainda no foco tecnológico, é visível que em tempos de necessidade o ser humano é capaz de superar seus "limites" (não que eles de fato existam, somos nós mesmo que os impomos) e produzir um desenvolvimento técnico-científico magnífico como pode ser visto pelo elemento "mecha" entre outras coisas que parecem surreais até os dias de hoje.

De fato o uso de elementos de ficção científica não eram novidade ali, pelo contrário, eles serviram de inspiração para a produção de EVA, entretanto a fusão do cultural (não somente o fator corpo humano ou mente, mas o que as diversas sociedades e suas transformações deixaram de legado, ou seja, a tradição) com o tecnológico que formou o fantástico científico. Ai sim entram os EVAs, eles não são robôs, eles não são apenas máquinas de guerra, eles são seres vivos que servem de ferramenta para a luta contra outros seres vivos, os Anjos. Os últimos carregam consigo elementos fortíssimos adquiridos pela interação com o ser humano; reparem, os Anjos começam como apenas máquinas enviadas para exterminar os seres humanos, a medida que o número de anjos cresce, o método de batalha torna-se cada vez mais massacrante para a NERV e toda a humanidade; sim ... eles evoluíram, como o ser humano, eles aprenderam mais, criaram novos métodos de tentar cumprir sua missão (que ainda não ficou clara, provavelmente era uma provação com a humanidade para no fim saber se eles são dignos da recompensa - final -) e cada vez mais se aproximavam de humanos, tanto que do Liliel para frente todos os anjos tem capacidade de alguma forma manipular a mente das pessoas ou lutarem de forma muito mais peculiar (Arael podia entrar na mente humana e Armisael conseguiu manter até um diálogo com a Rei, além da forma de DNA e obviamente Tabris que assumiu uma forma humana, com pensamento humano e tudo mais). A mescla de um conteúdo científico que tende a ser extremamente cético com elementos religiosos e supersticiosos é um dos pontos máximos e provavelmente o principal para mergulhar no que realmente importa em Evangelion.

Interpretação interna

[Imagem: 2ko4ds.jpg]
A marca dos personagens: solidão, falsidade, falta de afeto, apatia, incompreensão .: ódio.

Já notaram que não falei dos personagens né? Pois bem, eles estão em outro plano, eles não são parte de um todo. Mais do que em qualquer outra série que já tenha visto, aqui, os personagens são o principal e infelizmente várias pessoas não leva isso em conta mesmo com tantas vezes o Anno falava mascaradamente "vai lá mlk zica, presta atenção nisso que talvez te sirva para alguma coisa" ...

É AQUI que possivelmente ocorre a maior "falha" de Evangelion. Ao deixar essa parte ser subjetiva demais subentende-se que cada pessoa terá sua própria interpretação e tirará suas próprias conclusões ... ai que está o problema. Para deixar claro, eu não subestimo a capacidade racional das pessoas, mas convenhamos, quem assistiu EVA pode se enquadrar facilmente em três subtipos: os que viram, entenderam e chegaram suas próprias conclusões; os que ainda não tem capacidade para entender, mesmo que tentem e os que viram e nem sequer consumiram 01 ATP pensando no que aquilo tudo queria dizer, esse ultimo é o típico interlocutor Shinji.

Até episódio 16, apesar de apresentarem superficialmente os "demônios" de cada personagem, a série não tinha atingido nenhum ponto de profundidade, era só algo que estava correndo como ocorre com inúmeros animes. Até o episódio 16, bom, foi uma introdução; Anno disse: "Bem-vindos, esse é o mundo de N.G.E., esses são os personagens, agora vamos dar um passo afrente, ok?" ele só esqueceu de falar que ao dar esse passo cairiam todos em um abismo. Ai tudo realmente começa, durante o episódio ocorre a primeira epifania do nosso querido Shinji com a sua mãe, é lindo como nossa mente pode produzir exatamente o que queremos ver e ainda assim pensar que estamos nos surpreendendo com isso [Imagem: lol2.gif]

Usarei do mesmo método que usaram no anime na sua sequência de episódios mais comentada: Vejamos todos, foquemos em Shinji para objeto de experimento.

Consideremos um mundo pós-apocalíptico na eminência de novamente ser destruído, pessoas que vivenciaram horrores muito possivelmente superiores aos da Segunda Guerra Mundial, personagens com traumas, cada um no seu estilo, cada qual pior que o outro. Eu não culpo o Gendo ou qualquer outro que queria mudar isso. Não é só o meio o principal fator, são os personagens e suas escolhas, o modo como encaram a vida ou pelo menos tentam encarar, nesse ponto Gendo é forte, ele foi até o fim para conquistar seu ideal, mesmo sacrificando TUDO para isso.

Asuka tenta, mas seu trauma de vida que não diminui, se intensifica, quando vai para o Japão é forte demais ... ela é apenas uma criança, esperava algo que o Doutor Lecter faria? Não. Ela é fraca e impotente, tenta suprir seu vazio até com o Shinji (reparem no ponto ao qual ela chegou), uma pessoa que nunca experimentou afeto de verdade. O orgulho dela é como um escudo, ela usa isso para se proteger de mais feridas externas e ao mesmo tempo para esconder o que é. A verdadeira vontade dela é viver, ela quer viver, ela quer ter o afeto que nunca teve, ela é

Rei, coitada, é uma boneca que só tem um propósito, mesmo assim ela tem seus próprios questionamentos que, por incrível que pareça, foram despertados por Shinji, ela realizou que mesmo sendo algo produzido, é uma entidade real e como uma pode tomar seu próprio rumo.

Misako tem um problema semelhante ao da Asuka, um pouco menos perturbador, mas ainda assim é algo que influencia suas atitudes no fundo de seu subconsciente. Jogar a culpa em alguém é sempre o modo mais fácil de você mesmo aceitar as coisas, ela faz isso, todos fazem isso. A grande diferença é que ela é uma mente remendada por verdades que ela construiu e ela lida com isso de formas fáceis, bebendo e negando (é tão comum no nosso mundo que chega a ser medíocre). Outro fato interessante é que ela além de fugir tenta suprir o seu vazio com o Kaji, felizmente ela foi uma das únicas personagens que superaram isso de verdade antes da interpenetração e falar a verdade, para mim ela é o maior personagem de EVA, ela é a prova que independente das circunstâncias uma atitude sempre pode ser tomada.

Chega, não dá para analisar nem profundamente todos os personagens, demanda muito tempo e isso é muito claro durante a série toda, serei objetivo e vou direto ao ponto.

Episódios 25 e 26, ai está o verdadeiro Evangelion, ai está a genialidade e ao mesmo tempo o problema.

A coisa mais linda de EVA, a verdadeira reflexão interna e também o divisor de águas. É difícil definir se tudo aquilo foi uma sequência de viagens astrais, se foi uma epifania coletiva, eu prefiro o termo interpenetração as almas ou simplesmente a complementação pela instrumentabilidade humana. Soa poético, mas pela primeira vez na série toda o veneno que corroía as mentes de cada personagem recebeu um soro, PELA PRIMEIRA VEZ TODOS FORAM SINCEROS (a Misako já tinha sido antes, ela é mito).

O que é possível observar? Toda a passagem psicológica? Mais do que isso, é possível ver uma base teórica monstruosa por trás das cortinas do teatro.

Antes disso, entremos no filme: The End Of Evangelion. Aqui pularei as partes do plot e irei direto ao que interessa.

[Imagem: 16j3l82.jpg]

Interpretação externa

http://www.interney.net/blogs/maximumcos...apocalips/

Aqui está a melhor interpretação externa que já li em minha vida, tudo faz tanto sentido que não há o que se discutir, o Lancaster é foda. Mas me permita completar sua opinião.

Unindo os pontos de vista

Então quem é Lilim afinal? É a humanidade. Não te lembra uma frase de um certo autor?

"O homem é o lobo do homem" Tomas Hobbes, O Leviatã (Cresting the waves. Leading us all to the grave tuntun turunrun YARR HARR)

Aqui no Brasil isso é tão clichê que chega a entrar na lista "o que não se deve escrever em uma redação".

O fluído da vida não lembra Heráclito de Éfeso? O famoso mobilista pré-socrático que afirma "Tudo flui".

A percepção de realidade baseada em traços da mente não lembra nem um pouco o famoso "Mito da Caverna" de Platão?

A concepção de algo fora do plano dos seres normais e principalmente a separação da matéria e da forma não remete a Aristóteles?

Mais claro que isso. O pensamento e a ideia só existindo pela experiência no mundo tangível não lembra David Hume e Immanuel Kant (que também assume a existência de algo não sensível, ou seja, algo que precede a experiência)?

A visão básica do mundo, sobre deus, religião e tudo mais não lembra o gênio Sartre?

Toda a análise profunda psicológica é óbvia influencia de Freud.

A sobreposição de planos da Vanguarda Futurista, a relatividade da física moderna, a marca do Impressionismo ...

De fato não é algo fácil de se compreender, pois não é simplesmente uma montagem de várias teorias, é uma teoria única e própria que engloba e evolui as outras.

A conclusão

[Imagem: Shinji%2Bfolding%2Bchair.JPG]

Usando a visão interna e externa, é fácil perceber que a série toda é cercada de empurrões e mensagens diretas para o público, não preciso repetir o que já foi dito na outra review, mas é notável o número de indiretas MUITO diretas dadas para os leitores ou espectadores sobre a não desistência, a importância da convivência e saber lidar com ganhos e perdas, a vontade. Olha, não é só nos E.U.A. que os gibis fazem as crianças crescerem com vontade de fazerem coisas incríveis e sempre se superar, EVA faz isso, mas antes ele mostra o que ocorreu, o que ocorre e o que ocorrerá com uma precisão ridiculamente perfeita, mostra que nem tudo é bom, nem tudo foi bom e no futuro tende a ser pior, mas também deixa milhares de formas de se mudar essa perspectiva por intermédio de alegorias colocadas estrategicamente onde deveriam estar.

Mas voltando ao enredo: a partir do ponto as três portas se unem, ou seja, no começo do filme, o elo com o episódio 24. Vemos Shinji como sempre sem saber o que fazer e sem iniciativa alguma, ele é simplesmente incapaz de pensar por si próprio, a soma de todos os sentimentos que foram cada vez mais exaltados, pressão, morte e elemento x só podia resultar em uma coisa que é visível durante a série toda, ódio. Os personagens se odeiam, por consequência eles se fecham e passam a odiar os outros, mesmo tentando manter um contato social, tudo não passa de pura formalidade, ou nem isso. O medo, a insegurança, a impotência, os pilares nos quais estão os idealismos e principalmente os muros que separam as pessoas.

A verdadeira sacanagem que trás o ódio no coração dos que viram é justamente a sínquise que Anno faz ao mudar brutalmente a ordem dos fatos ocorridos. Uma analogia fácil é comparar com o barroco, onde as inversões sintáticas dificultam muito, as vezes impossibilitando a compreensão da premissa. O troll-mor não poderia deixar barato e assim o fez, este fluxo de consciência que faz o Shinji pela primeira vez tomar uma atitude e chegar a uma conclusão não se passa na ordem cronológica do anime, ele está no The End Of Evangelion no momento em que todas as almas estão fora de seus corpos e todas estão unidas, ali se completa a instrumentabilidade humana. O curto momento para quem vê, praticamente imperceptível (sai do olho de Adam na forma de Rei), Shinji pela primeira vez toma uma decisão, ele escolheu salvar a humanidade e assim o fez, recomeçando tudo. Ele se torna maior que o mundo, ele vira um personagem incrível de uma hora para a outra. Percebam que é muito mais coerente, ele muda sua postura, mesmo ainda estando cheio de dúvidas. É óbvio que é a principal mensagem de animo para o público, é uma pena que isso seja implícito e pouquíssimas pessoas tenham percebido.

[Imagem: queen_band1231249699.jpg]
"Is this the real life? Is this just fantasy?"

O processo vai no fundo da alma de um mero humano, um humano a quem foi dada a opção surreal, um humano que teve até ultima página de seu livro lida, inclusive nas entrelinhas, e que resolveu mudar. Ele custou a entender, mas finalmente acordou este é o processo chave do anime, compreendê-lo é o passo decisivo, custou também coragem para sair de seu mundinho, ele podia criar um mundo de fantasia perfeito, típico das séries otaku que já eram vendidas a muito tempo e já tinham um mercado de consumidores fetichistas. Não ... ele preferiu encarar pela primeira vez a realidade e tentar mudá-la. O fim de N.G.Evangelion é uma injeção de ânimo que foi majoritariamente incompreendida e como é a tendência, fale mal do que não entende, e ai vieram as chuvas de críticas.

Por fim, Asuka é a representação da chance, da segunda chance dada a Shinji e a todos. Um novo começo como Adão e Eva. Pouco sugestivo, não? Uma nova chance a toda uma população japonesa inerte, uma mensagem linda e ao mesmo tempo tão mal interpretada. É por essas e outras que talvez seja mesmo um erro ter tudo tão implícito e subjetivo. O que representa o Shinji tentar enforcar a chance? As críticas contra EVA? A manutenção do estado de inércia? A falta de interpretação por parte dos interlocutores?

O nosso presente

Como podem observar, dentre os lançamentos, tudo é praticamente igual, as histórias são tão rasas quanto uma piscina infantil, existem ilhas de fandom que dominam o mercado e o próprio fetiche por coisas que nada mais são do que uma fuga da realidade.
Quem gosta de coisas fofinhas tem inúmeros títulos com personagens iguais, romances bobos, apelo sexual e tudo que tem direito. Quem gosta de porradaria tem um mercado farto só disso, inclusive com séries que são tão boas, mas tão boas, que conseguem repetir o mesmo final de arco 5 vezes em menos de um ano. Quem gosta de suspense e terror, ah, ai é mais fácil ainda, mete um ecchi e gore e tá tudo certo. E a lista segue ...

Não é pra menos, Evangelion previu o que se tornaria o Japão e também previu o que se tornaria o público e a juventude. Infelizmente isso não ocorre só lá, acontece aqui também, acontece em todo o mundo, alienação não é um fenômeno atual. As vezes até penso que hoje em dia as pessoas são mais burras do que antes, provavelmente estou errado, mas tem gente que realmente se esforça para fazer parecer isso. Espero, do fundo do coração, que não muito distante a mensagem de Neon Genesis Evangelion seja ouvida e ecoada, provavelmente viveremos em um mundo melhor.

Parabéns crianças? Asuka estava certa. Que nojo.

Nota: 10/10

Recomenda? E precisa?


Essa review é só um desabafo, aproveitei para falar do meu anime preferido (pra mim, o melhor e mais importante de todos os tempos), não generalizo, nem tudo é ruim, pelo contrário, só que é visível o contentamento com pouco. Não se aplica somente a mangas e animes, eu digo da vida mesmo, a acomodação é generalizada no mundo todo e no Brasil é tão evidente quanto. Balança as teta ai, ô gordão, e faça alguma coisa!


Fica ai como brinde a melhor opening de todos os tempos.
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 #2
Oh, olha, é esse tópico outra vez. Icon_e_surprised
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 #3
Eu gostava mais da abordagem do mangá, exatamente por explorar mais o psicológico dos personagens.
(tô pensando em voltar a ler do começo)

Do anime pra mim só se salva os 2 últimos episódios, que a maioria odeia. Na época vi umas 8 vezes ou mais cada. O filme eu não gostei não... Talvez porque quem gostou na época só falava das lutas "Asuka em berserk uhuuu, filme da minha vida".Ou talvez a mensagem dele me afeta diretamente Icon_lol
(mas eu curti a Rei gigante lol)
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 #4
Não achei o anime uma obra-prima mas é excelente.

O ambiente e a história, a primeira vista, é meio cliché, o que salvou de ser um shit mecha foram as personagens, a forma como exploraram o lado psicologico e os simbolismos. Quando chegou a Asuka e consigo a "comédia", a qualidade da série caiu um pouco. Só recuperou quando veio o drama novamente. Os dois ultimos episódios foram lixo total, nem sei como alguém pode gostar. Apesar disto, adorei a cena do "congratulations" no final. No entanto, considero o filme End of Evangelion o verdadeiro (e o digno) final da história.
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 #5
Vai ver porque o fim do anime não é o fim da série, o fim do anime é só um ponto fora da ordem cronológica da série, como já disse ali.

(17/09/2011, 08:15)Panino Manino Escreveu: Oh, olha, é esse tópico outra vez. Icon_e_surprised
Problem, sir?
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 #6
(17/09/2011, 17:40)Night Escreveu: Vai ver porque o fim do anime não é o fim da série, o fim do anime é só um ponto fora da ordem cronológica da série, como já disse ali.

Sério? Sempre pensei que a série tinha dois fins. O "happy end" (os ultimos dois episódios) e o filme como alternativa.

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 #7
Me questiono se alguém leu a bosta do post Icon_lol
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 #8
(17/09/2011, 18:01)Deus Ex Machina Escreveu:
(17/09/2011, 17:40)Night Escreveu: Vai ver porque o fim do anime não é o fim da série, o fim do anime é só um ponto fora da ordem cronológica da série, como já disse ali.

Sério? Sempre pensei que a série tinha dois fins. O "happy end" (os ultimos dois episódios) e o filme como alternativa.

Aqueles dois episódios são muito deslocados mesmo se você considerar o final do episódio 24. Mas de fato aquela é a instrumentabilidade humana por dentro, enquanto o filme mostra por fora. Então eles são cronológicos mas falta alguma coisa.
(17/09/2011, 18:13)Night Escreveu: Me questiono se alguém leu a bosta do post Icon_lol

Eu li mas esqueci. Problem Icon_lol ?
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 #9
Se notarem bem, durante o episódio 25 a Misako e a Akagi aparecem mortas e o Gendo sem braço, coisa que só acontece no filme, logo está lá e o único ponto que eu consigo pensar para ser a conclusão da instrumentalidade humana é quando o Shinji muda de postura e resolve fazer algo.
Não que seja novidade, muita gente já sabe disso.
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 #10

Gosto de EVA, mas tem algo que foi imperdoável, deram muita obscuridade a historia... Que acabou trazendo confusões e revelações idiotas...Alem de alguns episodios meio vazios. Como o primeiro contado com a Asuka.
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